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O Irish Wolfhound é mencionado em registros Romanos desde 391 D.C., quando a primeira menção autêntica da raça foi feita pelo Cônsul Romano Quintus Aurelius. Ele escreveu uma carta a seu irmão Flavianus - “Para obter os favores do povo romano para nossa Quaestor, você tem sido generoso e um provedor diligente de nobres contribuições para nosso solenes jogos e exposições, como é provado pelo seu presente de sete cães irlandeses. Toda Roma os viu com encanto e fascinação quando eles foram trazidos presos em jaulas de ferro. Por este presente eu lhe desejo os maiores agradecimentos possíveis”.

No Século II Arrian cita em suas escritas, Hounds que foram trazidos para a Grécia durante a invasão dos Celtas que saquearam Delfos em 273 A.C.

Também existem constantes referências ao Wolfhound através da história do povo irlandês, como a que se passa durante o reinado de Ard Rhi Conor de Ulster.

Havia um grande Wolfhound chamado Aibhe de um valor tão fantástico que o próprio Rei Conor e sua rival Rainha Maeve fizeram ofertas idênticas para garantir sua posse: trezentas vacas leiteiras e uma carruagem. Acredita-se que um Wolfhound acompanhou Cristóvão Colombo na sua quarta viagem.

A literatura e antigas leis irlandesas evidenciam que esses animais eram criados com grande estima e, nos primeiros séculos, tornaram-se famosos por sua perícia e sabedoria como caçadores, por isso monarcas estrangeiros tentavam comprar Wolfhounds para presentear à realeza. A disputa pela posse desses animais era tão grande, que a realeza chegava a fazer uso de suas espadas, travando até batalhas.

A força destes animais é tão grande que, em combate, os Mastiffs ou Bulldogs (na época maiores e mais ferozes) não tinham grandes chances.

Conta-se que em 1689 o rei Jaime enviou tropas irlandesas com milhares de exemplares a seu aliado francês, Guilherme de Orange. Esses Galgos quase acabaram com os coelhos da França, o que levou à proibição deste tipo de caçada.

Com o desaparecimento de lobos e alces, e com a grande exportação, eles quase foram extintos por volta de 1800. A partir de 1860, graças ao Capitão G. A. Grahann do Exército Britânico, a raça pôde ser salva. Ele reuniu alguns espécimes remanescentes e se utilizou de criteriosos cruzamentos. Os Wolfhounds passaram a ser usados na caça de javalis, coiotes e outros animais de grande porte.

O Irish Wolfhound era mais apreciado e visto no início dos tempos, como cão de caça; não apenas devido a suas façanhas nos campos, mas também por ser excelente guardião e companheiro.

Quando caçava cervos, javalis, alces e lobos, o Irish Wolfhound usava mais a visão do que o faro. Esta característica os classificou como Galgos, fazendo parte do Grupo 10 da FCI.

A maioria dos Wolfhounds, hoje em dia, não está sendo usada em caçadas e os cães vivem tranqüilamente em lares privados, sendo bem comportados e dignos.

 
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