Havia um grande Wolfhound chamado Aibhe de um valor tão fantástico que o próprio Rei Conor e sua rival Rainha Maeve fizeram ofertas idênticas para garantir sua posse: trezentas vacas leiteiras e uma carruagem. Acredita-se que um Wolfhound acompanhou Cristóvão Colombo na sua quarta viagem. A literatura e antigas leis irlandesas evidenciam que esses animais eram criados com grande estima e, nos primeiros séculos, tornaram-se famosos por sua perícia e sabedoria como caçadores, por isso monarcas estrangeiros tentavam comprar Wolfhounds para presentear à realeza. A disputa pela posse desses animais era tão grande, que a realeza chegava a fazer uso de suas espadas, travando até batalhas. A força destes animais é tão grande que, em combate, os Mastiffs ou Bulldogs (na época maiores e mais ferozes) não tinham grandes chances. Conta-se que em 1689 o rei Jaime enviou tropas irlandesas com milhares de exemplares a seu aliado francês, Guilherme de Orange. Esses Galgos quase acabaram com os coelhos da França, o que levou à proibição deste tipo de caçada. Com o desaparecimento de lobos e alces, e com a grande exportação, eles quase foram extintos por volta de 1800. A partir de 1860, graças ao Capitão G. A. Grahann do Exército Britânico, a raça pôde ser salva. Ele reuniu alguns espécimes remanescentes e se utilizou de criteriosos cruzamentos. Os Wolfhounds passaram a ser usados na caça de javalis, coiotes e outros animais de grande porte. O Irish Wolfhound era mais apreciado e visto no início dos tempos, como cão de caça; não apenas devido a suas façanhas nos campos, mas também por ser excelente guardião e companheiro. Quando caçava cervos, javalis, alces e lobos, o Irish Wolfhound usava mais a visão do que o faro. Esta característica os classificou como Galgos, fazendo parte do Grupo 10 da FCI. A maioria dos Wolfhounds, hoje em dia, não está sendo usada em caçadas e os cães vivem tranqüilamente em lares privados, sendo bem comportados e dignos. |