|
|
|
|
Pelo fato da doença denominada Leishmaniose, em sua forma visceral
Têm o hábito as fêmeas desses insetos alados de depositarem seus ovos em locais úmidos e escuros, como tocas de tatus e outros animais silvestre, ou fendas do solo e cavernas com pouca luz. De cada ovo gerado com as reservas nutritivas próprias, nascem em geral quatro larvas ao cabo de 4 a 6 semanas; Estas evoluem para a fase de pupa que ao fim de aproximadamente 10 dias eclodem dando nascimento ao inseto adulto alado. Pelo de fato das fêmeas desses insetos alimentarem-se exclusivamente de sangue, e com a particularidade de buscarem suas vítimas sempre ao entardecer, na hipótese dessas vítimas quer sejam animais mamíferos ou o homem estarem contaminados pelo agente causador da Leishmaniose, encontrarão nesses insetos o hospedeiro intermediário para completarem seu ciclo biológico e tornando-se esses mosquitos vetores para a Leishmaniose, dando assim continuidade a través de futuras picadas do inseto a novas vítimas desse terrível mal. Devido a particular biologia e habitat das larvas desses insetos e de seu hábito de vida tornam-se de difícil combate a través de pulverizações tradicionais com inseticidas, assim exigindo para que não venham a picar animais sensíveis que estes sejam mantidos em local telado pelo menos no entardecer, o que é praticamente impossível a não ser em pouquíssimos casos. Cães tem sido responsabilizados como particularmente sensíveis a leishmaniose, e por se tratar de doença ainda de difícil tratamento, além de caro, tal recurso vem sendo aplicado apenas em pessoas diagnosticadas como doentes do mal. Já os cães, eqüinos (cavalos e burros), além do hamster utilizado em laboratório já assinalados como possíveis de se contaminarem pela leishmaniose, seu destino profilático para interrupção da cadeia biológica da doença é a eutanásia. Leishmaniose - Revisão Histórica Dr. Carmello Liberato Thadei Médico veterinário - crmv-sp-0442
|