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10/01/2009 - Gazeta do Povo - Sue Ellen Calvario
Fiéis e afetuosos, os cães corredores da raça Whippet podem parecer frágeis, mas têm grande resistência a doenças

Os Whippets fazem parte da família dos Galgos, que têm como característica principal a forma do corpo adaptada para a corrida em alta velocidade. "Eles podem alcançar 70 quilômetros por hora, e quando param chegam a dar cambalhotas", diz o criador da raça há 8 anos, Ademir Tomaz. Além disso, têm uma grande vocação para a caça e a fazem usando a sua visão aguçada, não apenas o olfato.

Os Whippets precisam passear e, pelo menos uma vez por semana, precisam correr à vontade. Segundo Débora Lopes, dona do Whippet Zé, quando eles estão soltos, correm muito e, se veem uma borboleta, costumam sair em disparada. "Por isso, quando eu vou a parques com ele, nunca o deixo sem coleira. Tenho muito medo que ele se perca", diz. Por isso, a melhor opção é brincar de jogar a bolinha em um lugar cercado, recomenda Tomaz.

Tem quem ache um absurdo ter um cão de corrida dentro de casa, mas os criadores dizem que isso não significa um problema. Apesar de serem ágeis, também são muito tranquilos e preguiçosos. "Parece exagero, mas se deixar, o Zé dorme 23 horas por dia", diz Débora. Esses cães também são muito carinhosos. "Ele está sempre tentando me agradar, mas não de uma forma chata. Ele mostra disposição para tudo o que eu quero fazer. Se quero andar durante horas, ele vai junto numa boa, mas se quero dormir o dia inteiro, ele também topa", diz a dona do cão.

Atentos e silenciosos, é difícil ver os Whippets latirem. Além disso, são bem higiênicos, porque têm o pelo curto, além de não terem cheiro. "Como são cães disciplinados, aprendem facilmente a fazer as necessidades no lugar certo", diz o criador e médico veterinário da Fama Clínica Veterinária, Fábio Vale Bonardi.

Frio

Por sentir muito frio, os Whippets não se acostumam a viver no quintal, preferem ficar dentro de casa, no conforto do lar. São muito fiéis e desenvolvem uma relação muito especial com seus donos. "Esse é um dos grandes motivos de os criadores de whippets estimarem tanto esses animais", diz Tomaz.

Frágil não, estiloso!

Antes de criar Whippets, Tomaz criava outras raças, mas quando viu uma exposição de Galgos não teve dúvidas e fez de tudo para adquirir um exemplar. "Nessa exposição, eu e minha esposa nos apaixonamos pela elegância e beleza deles, então resolvemos começar a criar. Compramos a Sophia, filha de um campeão norte-americano, e hoje temos dez whippets em casa."

Em relação ao visual, essa raça tem uma postura delicada e firme. Por isso, são tão elegantes, inclusive quando desatam a correr. "Os Whippets são extremamente estilosos e dóceis", diz Bonardi.

Mas, não se engane! Esses cães só parecem frágeis. Eles têm uma enorme resistência física às doenças comuns a outras raças. "Em todos esses anos, nenhum ficou doente, nem uma gripe, pois dificilmente adoecem", diz Tomaz.

 Perfil

Segundo a Confederação Brasileira de Cinofilia, o país de origem dos whippet é a Grã-Bretanha e suas características principais são:

Altura:
Machos, de 47 a 51 centímetros e fêmeas, de 44 a 47 centímetros.

Cor:
Pode ser de uma cor só ou de cores misturadas.

Pelagem:
Pelo curto, fino e cerrado.

   Meu Whippet fugiu!

A astúcia dos Whippets para a corrida é um ponto forte da raça, mas essa qualidade pode se transformar em um grande problema em questão de segundos.

A médica veterinária Patrícia Silva, dona do Júnior, um campeão de concursos de beleza de quase três anos, piscou os olhos e viu seu cão fugir na noite do dia 18 de setembro deste ano. "Sempre que chego em casa, solto o Júnior para passear no quintal. Nesse dia, o portão ficou aberto e ele, ávido para passear, saiu correndo", diz Patrícia. E, quando um whippet resolve correr, ele dispara! Sabendo disso, ela e seu marido saíram imediatamente correndo tentar resgatar o cão, sem sucesso. "Daí, voltamos para casa para pegar o carro e ficamos toda a noite à procura", conta.

O Júnior ficou 14 dias desaparecido. Neste período, Patrícia fez panfletagem e anúncios na internet e em jornais. Quando já perdia as esperanças, o casal recebeu ligações com informações corretas sobre a localização do cão.

"Iniciamos a panfletagem na região indicada e após dois dias conseguimos resgatá-lo", conta.

 

 

 

 

 

 

 

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