O livro de Madonna conta a história de um nobre Galgo Italiano chamadoLotsa de Casha (Enrico de Prata, em português), um cão infeliz apesar de toda a riqueza que possui. Baseado na Cabala, Madonna pretende que seus livros sirvam de inspiração aos jovens.
Curiosidades:
• No lançamento do livro na Inglaterra em 2005, Madonna e Rui Paes autografaram os primeiros 25 livros e reverteram o produto da venda para a campanhada da organização britânica The Retired Greyhound Trust contra o abandono e assassinato de Greyhounds que não servem mais para as corridas.
• O trabalho com Enrico de Prata durou um ano e meio, consumindo dez horas diárias de esforço e criatividade. Seis meses para concepção e para a estruturação, oito para a pintura, em aquarela. Ao todo foram 70 aquarelas, numa escala entre vinte e quarenta por cento acima do tamanho em que o livro foi impresso. Durante todo este processo, Paes e Madonna se falaram apenas duas vezes.
• O livro foi publicado em 37 línguas e lançado em mais de 110 países. É o quinto da coleção No Ritmo das Letras.
• Em cada país de publicação há títulos diferentes. O nome em Inglês é Lotsa de Casha e no Brasil foi batizado de Enrico de Prata.
Outros títulos são:
Abdijeve Pustolovine - Croácia Arvo Uppo-Rikas - Finlândia Billie Bargeld - Alemanha Bota de Carats - França Enrico de Prata - Brasil Forte de Capitale - Espanha (Catalão) Kapas Kimsaliunas - Lituânia Lotsha de Casha - EUA, Inglaterra, Ilhas Faroe Montonese de Millonese - Espanha Multo di Kosing - Suíça Pier de´Soldi - Itália Pipas de Massa - Portugal Seforra Depasta - América Latina Stinn A. Gryn - Noruega Un Monton de Dinero - México
• A expressão Pipas de Massa não faz sentido para os brasileiros, mas é muito comum em Portugal para designar muito dinheiro. As pipas são os recipientes onde o vinho faz seu estágio de maturação, e massa é a gíria para dinheiro. Imaginem uma pipa cheia de dinheiro no lugar do vinho.
"Enrico de Prata, quinto e último belo livro ilustrado da lenda pop Madonna, que continua encantando as crianças e os fãs vendendo seus luxuosos livros. O capítulo final desta coleção de fábulas nos remonta ao século VIII, buscando inspiração na França e na Itália, onde o egoísta Lotsa de Casha (Enrico de Prata) tenta descobrir o segredo da verdadeira felicidade. Uma leitura cômica, grandiosa produção e fabulosas ilustrações - a perfeita conclusão para uma sequência de sucesso."
Em junho de 2005, as comemorações do lançamento de Enrico de Prata nos EUA começaram com uma festa para mais de 400 convidados na ultra-requintada Bergdorf Goodman, loja na Quinta Avenida. O livro conta a história do homem mais rico e mais infeliz do mundo. Apesar dos castelos de Enrico serem colossais, de seus cavaleiros serem os mais rápidos, de seus sanduíches serem enormes, ele é melancólico e mal-humorado. Até que embarca em uma fantástica aventura que o leva a descobrir o maior tesouro da vida.
A renda de todos os livros foi doada para a fundação cabalística Spirituality for Kids Foundation e cada um deles lida com temas como incerteza, ciúme, inveja, superação de obstáculos, e o poder das palavras.
"A lição mais importante que as crianças precisam aprender é que estamos todos conectados uns aos outros no nível da alma e precisamos aprender a amar o próximo e a cuidar dele, não importa o que for necessário! Que nossos pensamentos, palavras e ações realmente afetam aqueles próximos de nós. Que mudar o mundo começa com uma idéia. Que o amor pode tudo", declarou Madonna na época do lançamento de As Rosas Inglesas, o primeiro de seus cinco livros para crianças, todos dirigidos a leitores a partir de 6 anos.
Madonna fez história no mundo editorial com a publicação de As Rosas Inglesas, que aconteceu simultaneamente em 30 idiomas, e em mais de 100 países, no ano de 2003, tornando-se o livro de mais rápida vendagem da história escrito por um autor infantil estreante, ocupando sempre o primeiro lugar na crítica do New York Times de best-sellers infantis e permanecendo na lista por 18 semanas. Depois vieram As Maçãs do Sr. Peabody, Yakov e osSete Ladrões, As aventuras de Abdi e agora Enrico de Prata.
Os projetos gráficos dos cinco títulos também fazem muito sucesso. E são mesmo primorosos e irretocáveis. Impressos em papel especial, trazem ilustrações de profissionais do gabarito de Jeffrey Fulvimari, Andrej Dugin e Olga Dugina, Gennady Spirin e Loren Long, todos grandes mestres do traço, premiados e internacionalmente famosos. Além, claro, de Rui Paes, desenhista português que ficou a cargo de ilustrar esse último e não menos talentoso livro da megastar.
NOVA YORK (Reuters) - O novo livro infantil de Madonna, Lotsa de Casha, que chega às livrarias dos Estados Unidos nesta semana, traz uma lição e tanto da diva pop de 46 anos que uma vez se chamou de Material Girl.
"Lotsa era de longe o homem mais rico do país. Ele tinha tudo que o dinheiro podia comprar", diz a primeira frase do livro, o quinto que ela lança em 18 meses. "Mas havia um pequeno problema. Não importava quanto dinheiro Lotsa de Casha ganhasse, ele não era feliz."
O livro termina com a lição de moral: "Quando você aprende a dividir, você não encontrará apenas felicidade. Você também encontrará um amigo."
Madonna promove seu novo livro em NY (07/06/05)
Madonna Ciccone Ritchie, que fez uma atuação inesquecível no palco da MTV há cerca de 20 anos ao cantar Like a Virgin, disse ter deixado para trás algumas excentricidades e é adulta agora. "Gosto de pensar que estive evoluindo e transformando toda minha carreira, eu cresci", disse ela à Reuters em uma entrevista.
Seu novo livro, com ilustrações do artista português Rui Paes, acompanha a transformação de um Galgo com um forte sotaque italiano, que perde tudo, mas encontra um amigo em um conto de fadas levemente barroco. "A mídia gosta de dizer que é apenas mais uma de minhas máscaras", disse ela sobre a sua carreira de autora. "Mas é muito mais profundo que isso."
Madonna é conhecida por sua personalidade camaleão, ora colocando roupas sexy e cantando músicas sugestivas, ora puxando para o misticismo ocidental e o judaísmo. De modo similar, a escritora Madonna redigiu uma série de livros que pouco se parecem uns com os outros.
Cada um dos cinco finos volumes teve um ilustrador diferente. Mas todos são baseados na mesma mensagem, insiste a pop star: "Nada é o que parece ser". Apesar das críticas sobre a qualidade duvidosa da escritora, Madonna não pára de vender seus livros. Nicholas Callaway, da editora Callaway Arts &Entertainment, disse que mais de 2 milhões de exemplares de seus livros infantis já foram vendidos, traduzidos em 40 idiomas e comercializados em mais de cem países.
10/04/2005 - Diário de Notícias O Lançamento Mundial de "Pipas de Massa"
A exceção deve-se ao fato de o ilustrador ser português. O próximo livro de Madonna, Pipas de Massa, vai ser primeiro editado em Portugal e só uma semana depois conhecerá edição mundial. A Dom Quixote, editora em Portugal da série de livros infantis da cantora pop, iniciada em Setembro de 2003 com As Rosas Inglesas, está preparando um programa especial para o dia 1 de Junho que conta com a participação de Rui Paes, o autor das ilustrações. Além de uma sessão de autógrafos, a atriz Carmen Dolores irá ler a história numa sessão pública em local ainda a anunciar.
Pipas de Massa é o quinto livro infantil assinado por Madonna e, como os anteriores, também neste a cantora/escritora cede os seus direitos à Spirituality for Kids Foundation, uma instituição norte-americana de ensino. Os quatro títulos anteriores venderam, no conjunto, cerca de dois milhões de cópias em todo o mundo, 30 mil dos quais em Portugal. O primeiro, As Rosas Inglesas, foi o que mais vendeu, tendo originado à sua volta um fenómeno de merchandising. De tal forma que tanto os editores (a Callaway) como a autora já pensam na sequela. Assim, é provável que a Pipas de Massa se siga As Rosas Inglesas II.
Em Pipas de Massa, como nos livros anteriores, a moral é universal - a verdadeira felicidade está na partilha, mas a inspiração é italiana. A começar pelo título Lotsa da Casha, no original. Em português, optou-se por Pipas de Massa, que não transmite a intenção de "italianizar", como no inglês e que pode causar estranheza na leitura. Na tradução assinada, mais uma vez pela dupla familiar Miguel e Susana Serras Pereira, o protagonista, Pipas, aparece com uma pronúncia estranha, que troca os "ss" pelos "ch", numa tentativa de reconstruir o sotaque italiano do inglês de Madonna. Uma estranheza de que fala Rui Paes, o ilustrador, colocando algumas reservas à tradução nacional. "Talvez por ter lido tantas vezes a história em inglês", justifica.
Itália - país onde Madonna tem raízes familiares - está também muito presente na ilustração. A pedido da própria, como faz questão de salientar Rui Paes, que diz ter-se inspirado na cidade de Siena e na arquitetura de Génova para construir os ambientes onde decorrem as aventuras do tão amargo, quanto rico, Pipas.
O interesse desta série de livros de Madonna está na assinatura, mas, sobretudo, na grande qualidade das ilustrações que os acompanham. São elas que trazem um enorme valor acrescentado a narrativas com pouco de original. São elas, ainda, que fazem destes exemplares objetos de culto para quem valoriza a imagem. Madonna sabe disso. E os seus editores também.
Rui Paes nasceu em Pemba, Moçambique, em 1957, filho de um arquiteto e de uma escritora. Tinha quase oito anos quando começou a desenhar. Terminou o curso de pintura, em 1981, e ganhou o prêmio revelação na Exposição Nacional de Arte Moderna, Arús. Desde 1986 mora em Londres e quando foi contatado pela Callaway Editions, a editora dos livros infantis de Madonna, estava em Gênova. O trabalho durou um ano e meio, consumindo dez horas diárias de esforço e criatividade. Seis meses para concepção e para a estruturação, oito para a pintura, em aquarela. Ao todo foram 70 aquarelas, numa escala entre vinte e quarenta por cento acima do tamanho em que o livro foi impresso.
Madonna escolheu um pintor português para ilustrar o seu último livro para crianças. Pipas de Massa conta a história de um velho rico e infeliz que descobre a alegria da partilha. Um enredo simples a contrastar com o barroco da ilustração assinada por Rui Paes, nome com quem a estrela pop divide o protagonismo desta história traduzida em mais de quarenta línguas, publicada em 110 países e com lançamento mundial agendado para Portugal, no dia 1 de Junho (Dia Mundial da Criança).
Rui Paes estava em Genova quando foi contactado pela Callaway Editions, a editora dos livros infantis de Madonna. A New York Times Magazine publicara, pouco antes, um artigo sobre uma sala pintada pelo português num castelo da Noruega. Foi em Fevereiro de 2003. Esse ambiente palaciano seduziu a autora e quatro meses depois Rui Paes interrompia o trabalho que estava fazendo num palácio daquela cidade italiana para se instalar no seu atelier de Londres a tentar dar forma à narrativa e às personagens criadas por Madonna.
Com um vasto currículo na área do trompe-l'oeil, parte da vida e da obra de Paes decorre em palácios. Paredes, murais e telas de grandes casas do Egito, Alemanha, Inglaterra, Líbano, Noruega e, agora, Itália constam de um percurso onde o figurativo vai ganhado cada vez mais força. É subindo a escadaria do Palazzo Reale, em Genova, que este artista, quase um desconhecido em Portugal, confessa o fascínio pelo barroco - e pelas formas antigas de pintar, manifestado em traços que parecem fora de época ou, antes, desafiar as tendências do tempo atual.
Em todo o processo, autora e ilustrador falaram duas vezes. "Da primeira vez, ela ligou-me para dizer que estava muito satisfeita com as ilustrações. Mais tarde fui eu que lhe telefonei a pedir desenhos dos filhos para incluir no livro, e ela mandou." As reações iam-lhe chegando através da editora. No fim, pediu-lhe que fizesse "uma ou duas pequenas" alterações.
Do trabalho no castelo norueguês "importou" para o livro a ambiência e os macacos. Isso mesmo. São esses os elementos decorativos mais marcantes, inspirados no Castelo de Chantilly, em Paris.
"Nesse trabalho usei uma técnica de chinoiserie do século XVIII, a importação européia dos elementos decorativos chineses nos grandes ambientes palacianos. Um dos melhores exemplos está em Chantilly. É um grande hall de entrada num castelo em cima do fiorde de Oslo. Embora tivesse sido construído nos anos 20, só um quarto é que era de época. Tudo o resto foi feito com um certo teor revivalista. Sugeri, então, o esquema da chinoiserie, rococó. A sala estava toda dividida em painéis. Fiz 16 painéis com seis metros por um. Usei uma série de elementos decorativos, utilizando macacos vestidos como em Chantilly".
Foram os macacos que seduziram Madonna. São os macacos o elemento que percorre todo o livro. "Diverti-me muito com este trabalho. Foi difícil, mas tive toda a atenção, tanto da editora como da própria Madonna", diz em jeito de balanço de uma experiência que gostaria de repetir. Basta que haja convite e empatia com o ambiente da história a ilustrar.