| Whippet: Convivência Apaixonante |
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Em Belo Horizonte, os admiradores desses animais têm se reunido periodicamente para trocar figurinhas sobre as peculiaridades da raça
Criador de whippet há mais de 20 anos, Saulo Júnior Biscoto, proprietário do Canil Silkrock trabalha com melhoramento genético desses animais visando exposições em todo Brasil. "É um hobby. O whippet foge do padrão de raças comerciais que têm animais mais peludos e fofinhos”, ressalta. Um adulto pode pesar de oito a 12 quilos, medir até 50 centímetros de altura e chegar a viver 16 anos. Quanto ao temperamento, o criador garante que é "aquela paz": são quietos, educados e silenciosos. Além disso, Júnior diz que os animais são resistentes e estão praticamente livres de doenças genéticas. Chamar a aparência dos whippets de magrela, na visão do criador, não é a melhor das definições. "Eles não são magros, mas esbeltos", corrige. As cores, porém, são variadas. Conforme ressalta o criador, são possíveis várias combinações de cores e marcações (manchas), como o branco com marcações tigradas ou douradas. O pelo, entretanto, é sempre liso e curto. Para comprar um whippet original, o criador sugere que os interessados procurem o Kennel Clube da Grande Belo Horizonte (KCGBH), onde são registrados criadores de outras raças. "Whippet não é uma raça comercial, por isso, pouca gente a conhece. À primeira vista, não é uma raça que as pessoas se apaixonam. Porém, com um pouco de convivência, ela conquista as pessoas com o seu temperamento delicado", descreve o criador, que tem cerca de 20 animais da raça em seu canil. "Por causa da sua doçura, em vários países europeus, o whippet é usado como cão de terapia para auxílio de pessoas em fase terminal". As duas cadelas foram compradas na Alemanha, quando Vivien morava naquele país. "Elas entendem os comandos em alemão e pouquíssimas palavras em português. Além disso, não é preciso gritar com elas", observa. Outro cuidado importante, segundo Vivien, mas que não deve dar muita dor de cabeça para os donos é o local de dormir. "Eles sentem muito frio. Por isso, é preciso evitar locais com vento", alerta. Ainda neste mês, deve ser realizado mais um Encontro de Whippets de Belo Horizonte, sempre na Praça Rosinha Cadar, no Bairro Santo Agostinho. A ideia do evento gratuito e que reúne cerca de 50 proprietários junto de seus whippets veio do administrador Douglas Rodrigues, que é amigo inseparável de Gilda - uma cadela de 5 anos. Para Rodrigues, o encontro é uma oportunidade para que os proprietários troquem conhecimento sobre a raça, além de ser um momento para a cachorrada se esbaldar com a convivência. "É uma praça cercada, que ocupa todo um quarteirão. Por causa disso, os animais não conseguem sair do espaço". Rodrigues diz que, além disso, todo os participantes levam sacolinhas e papéis para recolher as fezes. O proprietário conta que em São Paulo e no Rio também são organizados encontros semelhantes com whippets, mas com mais participantes. A nobre Gilda, com sua pelagem branca tigrada segue Rodrigues para todo canto, inclusive nas aulas de hipismo do administrador. "Ela foi adotada com dois anos, depois que um amigo de Minas mudou-se para outro estado. Mas parece que está comigo desde que nasceu". Ele afirma que a elegância do comportamento é a marca registrada dos whippets. "Minha irmã diz que morre de inveja da Gilda, essa cadela chique, elegante, culta e que não dá moral, porque é fina", brinca. Encontros Whippets de BH:
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Mais acesso a parques e praças para animais de estimação em BH Atualmente, entre os 69 parques do município, somente três permitem a entrada de animais, e em apenas dois deles os bichos podem correr livremente 28/09/2009 l ![]() Parque promove encontro de criadores todo mês - Douglas Rodrigues na foto de Toninho Almada A falta de espaços de lazer e convivência para cães em Belo Horizonte levou a prefeitura a rever os rígidos regulamentos de suas unidades de conservação. As leis atuais proíbem, além da entrada de mascotes na grande maioria dos parques da cidade, até mesmo andar de bicicleta e usar de bancos para um simples cochilo, como ocorre no Parque Municipal. Atualmente, entre os 69 parques do município, somente três permitem a entrada de animais, e em apenas dois deles os bichos podem correr livremente. No Parque Municipal, no hipercentro, o maior e mais antigo da cidade, a permanência de cães é permitida desde que eles sejam conduzidos com coleira e guia. O Parque JK - criado em 1995, numa área de 28,5 mil metros quadrados -, no Bairro Sion, na Zona Sul, donos de animais se concentram, em geral, numa área longe dos brinquedos públicos, onde os bichos correm à vontade. Prestes a completar três anos, o (mini) Parque Rosinha Cadar, no Bairro Gutierrez, também na Zona Sul, que conta com área equivalente a meio quarteirão (7 mil metros quadrados) foi alvo de recente polêmica. O local, que desde a sua criação abre as portas para a comunidade diariamente, das 8 às 18 horas, sempre foi referência para proprietários de cães. No final de junho, a PBH decidiu proibir essa prática, decisão que durou três meses. Foi preciso a mobilização de usuários e da comunidade para que a prefeitura revisse sua decisão e voltasse atrás. "Fizemos um grande abaixo assinado e pressionamos a Fundação de Parques e Jardins para que o Rosinha Cadar voltasse a abrir suas portas para nossos cães", conta o administrador de empresas Douglas Rodrigues, 32 anos, que há dois anos promove, todos os meses, encontros de criadores de cães da raça whippet no local.
"Desencadeamos um processo sem precedentes de caracterização de todas as unidades, para verificarmos as características naturais, esportivas e de lazer de cada uma, assim como a regulamentação que proíbe a entrada de animais", disse Espeschit, anunciando que este novo processo culminará em regulamentos específicos para cada área, "mais permissivos e menos restritivos". Ainda segundo Espeschit, a exemplo do que ocorre em grandes capitais, como Roma, Paris, Nova Iorque e Buenos Aires, a Fundação de Parques Municipais de BH planeja, entre outras medidas, criar áreas específicas para o convívio de cães e seus donos nos parques da cidade, além de locais específicos para os animais de estimação fazerem as suas necessidades fisiológicas. "Para algumas unidades pretendemos criar espaços padronizados, delimitados por grades de proteção, o que evitaria eventuais ataques. Pesamos ainda nesse processo a questão sanitária. Como não são todos os proprietários que têm a preocupação de recolher as fezes de seus bichos, por que não criarmos espaços específicos para que suas mascotes evitem esse 'grande sacrifício'?". Para os bravos, focinheira A exigência de focinheira para raças mais bravas e até mesmo de carteira de vacinação em dia, assim como a proibição de entrada de fêmeas que estejam no cio são outras medidas a serem adotadas para garantir acesso mais amplo de cães aos parques da capital.
Fonte: Hoje em Dia
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