As Constelações
Constelações são agrupamentos aparentes de estrelas os quais os astrônomos da antiguidade imaginaram formar figuras de pessoas, animais ou objetos. Numa noite escura, pode-se ver entre 1000 e 1500 estrelas, sendo que cada estrela pertence a alguma constelação. As constelações surgiram na antiguidade para ajudar a identificar as estações do ano. Alguns historiadores suspeitam que muitos dos mitos associados às constelações foram inventados para ajudar os agricultores a lembrarem quando deveriam plantar e colher.
Em 1929 a União Astronômica Internacional adotou 88 constelações oficiais, de modo que todo astro, seja ele planeta, estrela, galáxia, etc, esteja sempre dentro dos limites de uma determinada constelação. São 3 as constelações "caninas": Cão Maior, Cão Menor e Cães de Caça
Constelação Cão Maior  Celestial Atlas -Alexander Jamieson/1822 | | A Constelação Cão Maior (Canis Major) abriga a estrela Sirius, que é a maior e mais brilhante estrela do céu noturno. No Brasil fica mais evidente nos meses do verão. Aliás, calor e Sirius são sinônimos. Sirius, palavra de origem grega que significa "cintilante" ou "ardente", é duas vezes maior e vinte vezes mais brilhanbte do que o Sol, podendo ser vista em qualquer lugar do planeta. Toda essa magnitude se deve ao fato dessa estrela estar apenas a 8,7 anos luz de distância da Terra. Atualmente é uma estrela de luz branca.
Também conhecida como Estrela do Cão, ou Cão de Orion, é uma estrela binária, o que significa que tem uma companheira - estão juntas pela gravidade. A outra estrela, Sirius B, é também conhecida como "The Pup" (Filhote de Cão).
Cinco estrelas da constelação Cão Maior estão atualmente na bandeira brasileira. Elas representam:
- Sirius - Mato Grosso - Adhara - Tocantins - Wezen - Rondônia - Muliphem - Roraima - Mirzam - Amapá |
Sirius foi a primeira estrela descoberta pelos egípcios que acreditavam que ela era a representação celestial da deusa Isis e/ou do deus Thoth. A constelação de Cão Maior junto com a constelação Cão Menor representam dois cães que seguem Orion em suas caçadas.
O brilho de Sirius não somente a destaca no firmamento, mas nos ajuda a compreendê-lo. Em 1718, o astrônomo Edmund Halley, que descobriu o famoso cometa, fez estudos de Sirius que o levaram a perceber que as estrelas se movem umas com relação às outras (na época se acreditava que as estrelas eram fixas).
Em 1844, o astrônomo alemão Friedrich Bessel reparou que Sirius apresentava uma oscilação, como se alguma coisa estivesse sempre puxando a estrela de um lado para outro. Em 1862, enquanto testava o maior telescópio do mundo na época, Alvan Clark resolveu o mistério. Ele descobriu que Sirius tinha uma companheira, uma pequena estrela ao seu lado. Em 1915 astrônomos do Observatório de Monte Wilson determinaram que Sirius B era uma anã branca, a primeira a ser descoberta. Curiosamente, isso significa que Sirius B terá tido originalmente uma massa muito superior à de Sirius A. | |  |
| | Curiosidades - Algumas irregularidades orbitais aparentes em Sirius B têm sido observadas desde 1894, sugerindo uma diminuta terceira estrela companheira, cuja existência ainda não foi confirmada.
- Segundo antigas observações, Sirius terá sido descrita como uma estrela vermelha, ao passo que hoje em dia Sirius A é uma estrela branco-azulada. A possibilidade de ter ocorrido uma evolução estelar em ambas as estrelas, poderia explicar estas discrepâncias, sendo no entanto uma hipótese rejeitada pelos astrônomos.
- A tribo Dogon de Mali teria conhecimento de uma ou mais estrelas companheiras invisíveis a olho nu antes de terem sido descobertas no século XIX por meio de cálculos astronômicos, o que tem sido fonte de especulação para ufólogos, descrito no livro “The Sirius Mistery”, de Robert Temple.
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| | Sonho Eu, criança Tento alcançar as estrelas... Sírius está tão perto. Corro à encosta mais próxima Meus braços sempre curtos demais Espere até que eu seja um homem adulto! Agora, estou velho e curvado pelos anos Acabaram-se as corridas encosta acima, até o topo da montanha — Mas um brilho cálido, firme, vivificante Me alcança vindo de Sírius... a inatingível Recolho Feixes brancos iridescentes e evanescentes de luz de estrela Para minha viagem de volta a casa A Sírius, a estrela do cão.
(Boris Levinson) | | | |  Duas galáxias se fundem (NGC 2207 e IC 2163), distantes 114 milhões de anos luz Constelação Cão Maior (Telescópio Hubble)
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Continuação em breve. A segunda parte foi inspiração para o nome da minha whippet. Compilação por Denise Finotti
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