| Notícias de Macau - China |
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Anima corta com canídromo
Dias após o acordo estabelecido com a Anima, Albano Martins diz ter sido informado pelo Canídromo de que, “afinal, nada estava escrito, não havia ainda uma decisão da administração, que teriam ainda de falar com os donos dos animais e que os cães, provavelmente, só poderiam ser libertados daqui a três semanas. A leitura que se pode fazer é que eles não têm cães inativos, são abatidos”, lamenta. As negociações entre a associação e a Yat Yuen foram mediadas pela Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ). Ao PONTO FINAL, Joaquim Manuel das Neves, que dirige o organismo, disse não estar a par do alegado incumprimento do Canídromo em relação à Anima. “Nós servimos apenas de intermediários. Tenho a ideia de que as conversações estavam no bom caminho, mas o que foi acordado ficou entre as partes”, adita Manuel das Neves, que ressalva que a matéria não é da competência directa da DICJ. O Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais é a entidade do Governo responsável pela fiscalização do Canídromo. A 20 de Fevereiro, o PONTO FINAL questionou, por escrito, o organismo sobre os abates de galgos e os apelos internacionais ao fim das corridas, mas até ao fecho desta edição não obteve resposta, apesar das sucessivas tentativas. Também não foi possível entrar em contacto com a Yat Yuen, que chegou a afirmar que a lei de Macau não permite a adoção de antigos cães de corrida. “É de esperar novas pressões das organizações internacionais”, antecipa Albano Martins. Em Julho do ano passado, começou a correr uma petição online, dirigida ao Chefe do Executico, Chui Sai On, contra as corridas de galgos em Macau. O pedido foi feito depois de uma reportagem do South China Morning Post ter revisto em alta o número de abates na pista para mais do que um por dia e de a Fundação para os Animais da Ásia ter pedido ao Governo da Austrália para deixar de exportar galgos para Macau. Em média, um galgo pode viver entre dez a 13 anos. Segundo o jornal de Hong Kong, o abate é decidido se um cão ficar excluído dos três primeiros lugares, por cinco vezes consecutivas. Há corridas quatro vezes por semana.
Apesar deste incidente, a Grey2K defende que “é preciso redobrar esforços para salvar o Brooklyn e todos os galgos que estão no Canídromo. Temos recebido informações de que 30 galgos são abatidos todos os meses nestas instalações, enquanto outros morrem durante as corridas”, diz a presidente da associação. A nova petição tem o objetivo de apelar ao Chefe do Executivo para “obrigar o Canídromo a cumprir o acordo e começar a libertar os galgos para adopção”. A associação também incentiva os interessados a enviarem cartas directamente a Chui Sai On. A campanha ‘Salvem o Brooklyn’ começou no final do ano passado após uma visita de uma representante da Grey2K USA a Macau que resultou numa parceria com a Anima. A organização norte-americana seleccionou um dos cães do Canídromo e lançou uma campanha para convencer a Companhia de Corrida de Galgos de Macau Yat Yuen a permitir que Brooklyn fosse adoptado após se reformar das corridas. A Grey2K estabeleceu ainda um acordo com uma organização australiana que tem um programa de adopção de galgos, a Greyhound Rescue. Esta associação disponibilizou-se para receber o animal e arcar com todas as despesas necessárias para o transporte deste para a Austrália. A campanha cresceu, ganhou maior expressão a nível internacional e foi estabelecido o objectivo de pressionar o Governo australiano a acabar com a exportação de galgos para Macau. Mas parece que a luta é cada vez mais longa e árdua. Dados revelados pelo jornal South China Morning Post apontam que em média 400 galgos são abatidos anualmente por injecção letal. No ano passado, em Julho, começou a correr uma petição online lançada pela Fundação para os Animais da Ásia, dirigida ao Chefe do Executivo, contra as corridas de cães em Macau. Pela primeira vez, a empresa que explora o Canídromo deu uma resposta a todos os apelos e sugeriu à Anima iniciar um programa de doação externa de galgos considerados inaptos para correr. No dia combinado, a Yat Yuen não cumpriu o prometido e a Anima anulou o acordo. “Deram o dito pelo não dito”, disse o presidente da associação, Albano Martins, em declarações ao PONTO FINAL. “A Anima não quer mais qualquer tipo de conversações com quem não está de boa-fé e não honra os seus compromissos”, sustentou. Albano Martins rejeita a hipótese de mais negociações com a empresa, “a não ser que haja uma mudança de gestão” ou o governo consiga convencer a Anima que o Canídromo “vai ter outra atitude, ser honesto e responsável”.
Governo propôs adoções de galgos no ano passado “No ano passado, o Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM]) enviou um ofício à Companhia Corridas de Galgos de Macau, solicitando-lhe que se apressasse a assegurar os trabalhos, conducentes à manutenção do bem-estar dos animais”, explicou o organismo público ao PONTO FINAL, mais de um mês após ser questionado sobre este assunto. O IACM especifica a natureza dessa recomendação: “Sugeriu-lhe que tomasse como referência a prática seguida em outros países, quanto ao dispor dos galgos retirados do serviço, pela indústria de corrida de cães, inclusive a formação específica a dar a esses galgos uma vez retirados, visando a sua adoção por pessoas locais ou estrangeiras”. O IACM disponibilizou-se, ainda, a “proporcionar-lhes informações sobre eventuais contatos a estabelecer com instituições que adotam galgos já retirados do serviço”. Estas instituições, diz o organismo, poderiam ser de fora de Macau. Várias organizações internacionais de defesa dos animais têm pressionado o Governo de Macau para que o Canídromo liberte animais para adoção, evitando que sejam abatidos depois de serem retirados das pistas. Os galgos podem viver entre dez a 13 anos mas tendem a ser considerados inaptos para competir antes de completarem cinco anos de idade, por apresentarem ferimentos ou simplesmente por não ficarem entre os três primeiros lugares de uma corrida por cinco vezes consecutivas. Uma petição chegou mesmo a ser endereçada ao Chefe do Executivo, questionando a Administração local sobre os alegados maus-tratos aos animais e más condições das instalações do Canídromo (acusações levantadas após uma investigação do jornal South China Morning Post). No entanto, o PONTO FINAL não conseguiu obter qualquer resposta do Governo acerca desta petição, que pedia mesmo o encerramento do espaço. O IACM garante que, de acordo com uma inspeção, e ao contrário do que afirmou o jornal de Hong Kong, “os galgos existentes no Canídromo encontravam-se em bom estado de saúde e nenhum cão apresentava ferimentos graves”. Quanto à qualidade das instalações, o Governo diz também não ter encontrado nenhuma irregularidade: “Os alojamentos destinados aos cães e outros conexos equipamentos, têm boas condições de higiene, para além de haver suficiente pessoal a tomar conta deles. Até agora, o IACM não verificou nenhum caso de maus tratos infligidos aos animais”. O organismo acrescentou ainda que, antes de correrem, os cães são fiscalizados pela Direção de Inspecção e Coordenação de Jogos. I.S.G. Cinco mil contra o canídromo Está correndo uma petição online contra as corridas de cães em Macau. O texto é dirigido ao Governo da RAEM e subscrito por várias associações internacionais de proteção dos direitos dos animais. Mais de cinco mil pessoas assinaram uma petição online que exige o fim das corridas de galgos em Macau. Por ano, são mortos cerca de 400 cães no Canídromo. O abaixo-assinado, dirigido ao Executivo de Chui Sai On, surge na sequência de uma reportagem do South China Morning Post (SCMP), publicada no mês passado, que reviu em alta o número de abates na pista para mais do que um por dia. Também no mês passado, a Fundação para os Animais da Ásia – com o apoio da Sociedade de Prevenção da Crueldade Contra os Animais de Hong Kong e de mais 24 associações homólogas da China, que temem que o desporto seja legalizado no Continente – manifestou-se contra a política de abate do Canídromo. O grupo endereçou uma petição à primeira-ministra australiana Julia Gillard a exigir que o país deixe de exportar galgos para Macau. Ao documento, noticiou ontem o SCMP, junta-se agora outro abaixo-assinado em que os peticionários pedem o fim do desporto de apostas praticado no Canídromo. O texto está a circular entre as associações de proteção dos direitos dos animais e o grupo Grey2K USA (que é contra as corridas de galgos e participou na elaboração de uma proposta de lei para travar o desporto na ilha de Guam) e somava ontem 5290 assinaturas. “Enquanto as corridas de cães continuarem, os galgos vão sofrer. Por favor, ajude a pôr um fim nesta terrível crueldade em Macau”, exorta-se na petição. De acordo com o SCMP, a causa tem o apoio de centenas de pessoas de todo o mundo, que tanto descrevem o desporto como “uma vergonha para Macau” como perguntam “Macau está cheia de cassinos. Porque é que precisam de apostar em cães também?”. “Estamos muito satisfeitos com esta resposta [à petição online], uma vez que mostra os bons sentimentos de pessoas de todo o mundo por estes cães inocentes, cujas vidas são interrompidas pelo preço de uma aposta”, afirmou Helen Stevens, da representação do grupo britânico Greyhound Crusaders. A organização diz ter já escrito por duas vezes à empresa que explora o Canídromo a pedir o fechamento das pistas de corrida. Não houve resposta: “Podemos apenas concluir que para eles é apenas um negócio. Mas, enquanto os galgos estão a morrer todas as semanas, há pessoas preocupadas que fazem tudo o que podem para ajudar estes cães”. Também Sandy Macalister, diretora executiva da Sociedade de Prevenção da Crueldade Contra os Animais de Hong Kong, diz que a reação da comunidade internacional à petição incentiva as ações de campanha contra o Canídromo, mas destaca que o problema só será resolvido se a exportação de galgos da Austrália para Macau cessar.
Pela Vida Além das Corridas Corrida Contra o Abate Um grupo de associações de defesa dos animais escreveu à primeira ministra australiana pedindo o fim das exportações de Galgos para o canídromo de Macau. A Anima apoia, mas diz que é mais viável exigir que os cães regressem ao país de origem quando deixarem de competir. Só no ano passado foram abatidos 303. A Fundação para os Animais da Ásia – com o apoio da Sociedade de Prevenção da Crueldade Contra os Animais de Hong Kong e de mais 23 associações homólogas da China – está contra a política de abate do Canídromo e reagiu. O grupo escreveu uma carta à primeira-ministra australiana Julia Gillard a exigir que o país deixe de exportar Galgos para Macau. “Tudo o que possa ser feito para proteger os animais tem o nosso apoio. Mas não acreditamos que seja possível parar a exportação de Galgos. Seria acabar com as corridas e, numa economia de mercado, é muito complicado impedir um negócio”, destaca Albano Martins, presidente da comissão executiva da Anima. A associação também está “contra a utilização de animais para quaisquer fins, sobretudo tendo em conta o tratamento dado após a sua reforma”. Mas diz assumir uma postura “pragmática”. Negociar o regresso Em resposta à petição entregue a Julia Gillard, a Anima propõe uma solução de compromisso, a ser acordada entre quem vende e compra galgos. “Os exportadores, por imposição do Governo, deviam definir logo nas cláusulas contratuais com a empresa exploradora do Canídromo o regresso ao país de origem dos animais após a vida activa”, contrapõe Albano Martins. “É mais fácil do que impedir a exportação, mais simples e realista”, compara. Há espaço para os galgos dispensados das corridas serem adotados em Macau? “Não há condições. Nos países de origem há leis próprias para defender os direitos dos animais, nós não temos. Macau é o pior sítio para eles ficarem: não há uma legislação que os proteja”, aponta Albano Martins. O economista destaca que também o Canil Municipal “está preocupado com a situação” – chegaram a ser estabelecidos contactos com a Anima para ver se seria possível recolher os galgos retirados da competição. “Onde é que vamos ficar com eles? Não temos capacidade. Não temos espaço. Além disso, sem uma legislação, não podemos fazer quase nada cá”, diz Albano Martins. “Mesmo em relação a outro tipo de animais, não conseguimos fazer com sejam adoptados. Achávamos que iríamos conseguir seis adoções por mês, mas foram apenas 12 até Maio”, refere. A Anima dá apoio a mais de 200 animais – no abrigo estão 184 cães e 50 gatos – e recebe já um apoio do Governo de 1,5 milhões de patacas. “É insuficiente. Mal dá para pagar os salários”, indica o economista. Mas o grande cavalo de batalha da associação (e de Albano Martins) é a redação de um diploma legal que assegure a proteção dos animais. Ainda em 2007, a Anima apresentou uma proposta ao Governo e mostrou-se disponível para gizar uma regulamentação que abranja criadores, veterinários e donos. “Não vale a pena. Em Macau não há agenda para os animais”, lamenta Albano Martins. “Uma vez que entram em Macau, não conseguimos fazer quase nada por eles, apesar de estamos há cinco anos a lutar pela protecção legal dos animais”. A Anima conseguiu, no entanto, baixar os custos de licenciamento de animais de estimação de 500 para 200 patacas. A medida contribuiu para que mais cães recebessem a vacina anti-rábica: no ano passado foram cerca de 5500; em 2009 contaram-se pouco mais de dois mil.
Mais Veloz que o Leopardo
Vida de Cão Primeiro caminham. Lentamente. Soa o sinal e lá vão eles - seis galgos que perseguem, cegamente, uma lebre de peluche. Velozes. Implacáveis. Os melhores destacam-se e chegam, em primeiro lugar, à meta. Da parte do público, um único interesse: assistir ao milagre da multiplicação das patacas. Quanto termina a corrida, há quem suspire, há quem desista e ainda há aqueles que dão gritos de alegria. Assim são as noites de segunda, quinta, sábado e domingo no Canídromo. O Hoje Macau esteve lá, numa dessas noites, e procurou perceber quem são os apostadores. Canídromo Abate 400 cães por ano 27/08/2007 - Tribuna de Macau - Laura Bastos A Companhia de Corridas de Galgos de Macau, Yat Yuen, abate cerca de 400 cães por ano, devido aos ferimentos e idade avançada dos animais. O gerente geral da associação da Sociedade Protetora dos Animais de Macau, Albano Martins, condena a atitude da empresa. Cerca de 400 cães são abatidos todos os anos pela Companhia de Corridas de Galgos de Macau - Yat Yuen, que gere o canídromo, segundo o Sunday Morning Post. Ao jornal, o chefe de operações da empresa, Chris Kuong Wing-Hung, afirmou que os animais são mortos "por injeção letal por veterinários profissionais". Para justificar o abate, o chefe de operações referiu os ferimentos e a idade avançada dos cães. Chris Kuong Wing-Hung mencionou também a lei vigente em Macau como um dos entraves à doação dos animais. "A lei da RAEM proíbe a adoção destes cães por pessoas que não operem no canídromo, por isso não temos outra escolha", disse. O mesmo responsável assegurou que a empresa irá "apelar ao Governo para reavaliar as leis do território de forma a assegurar o tratamento adequado dos animais". O chefe de operações salientou ainda que os lucros do canídromo têm decrescido nos últimos anos, tornando-se cada vez mais difícil sustentar os 700 a 800 animais que a empresa possui. Chris Kuong Wing-Hung lembrou que os cães precisam de ser alojados, alimentados e exercitados. No total, a empresa gasta cerca de 1.300 dólares de Hong Kong por mês com cada animal. Esta quantia exclui os custos de transporte e criação. Justificando os baixos lucros do canídromo, o chefe de operações explicou que a média de espectadores é baixa. "Por vezes, aos sábados, as competições recebem cerca de 2.000 espectadores". No entanto, a maior parte do público provém da China Continental, sendo que apenas "estão em Macau para se divertirem e só ficam para assistir às primeiras corridas, depois vão para os cassinos", referiu. "Normalmente, só apostam 10 patacas", acrescentou. O canídromo, o único local da Ásia onde se fazem corridas de galgos, movimenta, num dia regular, cerca de 1,5 milhões de dólares de Hong Kong. Os cães correm 16 vezes por "meeting", quatro noites por semana e 52 vezes por ano. Os animais, na sua maioria importados da Austrália pela Yat Yuen, são abatidos quando tornam-se velhos, segundo Kuong. No entanto, o responsável não soube quantificar o que isso significa, dizendo apenas que a maioria dos cães utilizados nas provas tem entre um e três anos. Em média, um galgo vive entre os dez e os 13 anos. Há cinco anos, o SMP tinha revelado que o Macau Jockey Club abatia uma média anual de 300 cavalos de corridas, muitos deles saudáveis. O método utilizado era um tiro na cabeça. Na altura, a empresa justificou-se que tal era devido à falta de infra-estrutura e de fundos para conservar os cavalos com prestações mais fracas. Atitude condenável O gerente geral da associação da Sociedade Protetora dos Animais de Macau (Anima), Albano Martins, salienta ao JTM que o abate dos animais pela Yat Yuen constitui uma "atitude condenável. É tudo um negócio", frisa ele. No entanto, isto não é uma surpresa para a associação. O mesmo responsável lembra que a Yat Yuen abate cerca de 30 animais por mês, sensivelmente metade dos cães abatidos em junho deste ano no Canil Municipal de Macau.Segundo o SMP, várias associações protetoras de animais condenaram a prática como desumana e apelaram às autoridades governamentais do território para rever a legislação, tentando abrir um caminho para a adoção dos animais dispensados nas corridas. Recorde-se que os regulamentos respeitantes à posse de animais na RAEM estão atualmente a serem revistos. A última proposta de lei reforça as obrigações de quem possui animais, ampliando o valor das multas. Notícias Relacionadas:
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