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Corridas e Caçadas PDF Imprimir E-mail
As corridas de Galgos são provavelmente um dos esportes caninos mais antigos. Os primeiros Galgos foram descritos já no sexto milênio antes de Cristo. No século I antes de Cristo, Arrien relatou, em seu Tratado para a caça, competições organizadas com presas vivas. As civilizações celtas perpetuaram essa tradição.

No fim do século XIX, assiste-se às primeiras corridas de Galgos com caça em terrenos artificiais, ou cinódromos. A primeira corrida (de 360 metros) teve lugar em 1876 em Hendon, na Grã-Bretanha, num campo de corridas eqüinas. Com o primeiro cinódromo americano construído em Tucson no Arizona em 1909, esse esporte conheceu o sucesso. Os principais pólos estão na Irlanda, Grã-Bretanha e no Sul dos Estados Unidos. No Brasil este esporte não é praticado oficialmente.

 

O princípio é simples: seis cães num starting-box são soltos em uma pista oval, feita de areia ou grama. Eles perseguem um falso coelho puxado por um cabo ou por um motor no trilho interno do anel.

Nos anos 1930-1940, as provas atraíram um público importante. A popularidade dessas corridas deve-se, em parte, ao fato delas serem curtas (350, 480 ou 760m) e servirem de base para apostas milionárias que giram em torno de Borzóis, Afghans, Greyhounds, Whippets e outros Galgos em diversos países do mundo.

O "Fórmula 1" destas corridas entre todas as raças é, sem dúvida alguma, o Greyhound, o mais veloz dos Galgos, capaz de atingir cerca de 75 km/h.

Para termos uma idéia da popularidade dessas corridas nos Estados Unidos, a National Greyhound Association (NGA), principal entidade para Greyhounds de corrida do país, chega a registrar trinta mil animais por ano. Já o American Kennel Club (AKC), maior entidade norte americana emissora de pedigrees caninos, registra apenas 167.

Apesar da popularidade nos EUA e em outros países, é lamentável o fim dos exemplares que se aposentam das corridas ou que não apresentam desempenho satisfatório. Segundo a NGA, cerca de 12 mil Greyhounds são sacrificados anualmente.

Nos últimos tempos, a NGA e diversas outras entidades têm lutado em prol da redução de nascimentos e da adoção de Greyhounds aposentados, já contando com mais de 75 mil cães adotados, só nos EUA.

 

Caçadores Natos

Os Galgos são tão bons caçadores quanto polêmicos, em alguns países europeus a caça com Galgos é proibida. A questão é que o Galgo é a arma da caçada, ele é rápido e possui impressionante potencial de letalidade. A razão da proibição é que, por serem extremamente velozes e ágeis, os Galgos são capazes de matar muitas presas em pouquíssimo tempo sem oferecer chance de fuga, sendo as presas, em sua grande maioria, lebres.


 

Quem já viu um Galgo caçando sabe do que ele é capaz. No sul do Brasil, por exemplo, onde a caça é regulamentada e nada impede a utilização de Galgos, é notável o desempenho do Whippet. É muito veloz e, diferentemente de outras raças, consegue mudar rapidamente de direção, facilitando a captura da presa. Seu desempenho é tão surpreendente que a maioria dos caçadores costuma dar uma “colher de chá” à lebre. Tudo em nome de uma caçada mais emocionante.

Normalmente usa-se um cão que não seja um Galgo para fazer a lebre sair da toca, dá-se uma vantagem de cerca de 20 metros para que ela se afaste e então solta-se o Galgo.

Outra forma de verificar a capacidade de caça dos Galgos são as provas de “Coursing”. São caçadas simuladas que acontecem em vários países da Europa e também nos EUA, onde costumam participar diversas raças de Galgos . A presa, para a alegria daqueles que lamentam o triste fim das lebres, raramente é verdadeira. Costuma-se usar uma isca falsa puxada por um motor, na velocidade máxima de 50 km/h.

Saiba mais sobre o outro lado das corridas e caçadas

 
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