Home Raças Greyhound
Histórico PDF Imprimir E-mail

O Greyhound é uma raça ancestral, talvez um dos mais antigos cães domésticos que existe. Evidências das suas origens datam de até 4 mil anos. Na Antigüidade, eles serviam como companheiros de caça, participantes da cultura egípcia, árabe, grega e romana. Diz-se que na “Odisséia” de Homero, o cão Argus, que reconheceu Ulisses quando ninguém mais o fez, foi um Greyhound.

Os Greyhounds provavelmente vieram à Inglaterra com os Gauleses e rapidamente tornaram-se populares entre a nobreza, que os utilizavam para a caça. Os plebeus também reconheciam o valor desses cães e suas habilidades em apanhar pequenas presas, muitos cidadãos tinham um ou dois Greyhounds. Em 1014, o rei Canute instituiu as “Leis da Florestas”, proibindo às pessoas de caçarem com seus Greyhounds em territórios reais. Qualquer um que fosse apanhado caçando nas florestas reais seria preso e seu Greyhound confiscado, espancado ou morto. Essas leis permaneceram por centenas de anos, as batalhas constantes entre a nobreza e os plebeus ficaram conhecidas como a “Guerra dos Greyhounds”.

GREYHOUND

Este foi o tempo em que os Greyhounds brancos ou bicolores foram associados à nobreza e os cachorros de cores sólidas aos plebeus. Os cães mais escuros tinham uma melhor camuflagem ao caçar nas florestas e nos campos, pois normalmente as caçadas aconteciam ao entardecer ou ao amanhecer.

O nome moderno da raça é originário do inglês "Greihound", por sua vez este termo vem do Islandês, "Greyhundr", que se deriva de um antigo nome inglês, "Grighund". Outra hipótese quanto ao nome é uma alusão a “Greek Hound” (Galgo grego).

O preconceito em relação as cores dos Greyhounds continuou através dos anos e ainda os afetava como cães de exposição até os anos 50 e 60 nos EUA. Os Greyhounds brancos e parti-color eram os que mais apareciam nas exposições sendo na maioria das vezes, os vencedores. Atualmente esse preconceito não existe mais, apesar de muitos donos e criadores preferirem cores sólidas, o sucesso nas exposições não é mais determinado pela cor.

A caça à lebre (Coursing), como esporte, cresceu à medida que as habilidades naturais de caçar dos Greyhounds e sua impressionante velocidade e agilidade no campo aumentavam. Na Inglaterra, nos séculos XVIII e IX, eram formados clubes de caça que se reuniam nos fins de semana para competir com seus cães. A Copa Waterloo foi um dos maiores eventos, tornando-se a maior competição de “Coursing” do mundo. Em um encontro de “Coursing”, diversos cães são soltos ao sinal enérgico de “Tally Ho” dos caçadores. Os cães perseguem uma lebre até que esta seja apanhada ou até que ela escape. Na competição cada Greyhound é julgado por sua velocidade, agilidade, habilidade em perseguir, encontrar e matar a lebre.

O “Coursing” tornou-se popular no oeste e meio-oeste dos EUA, quando os fazendeiros e rancheiros importaram Greyhounds da Inglaterra e da Irlanda para ajudar a controlar os animais que estavam destruindo seus estoques de grãos e cereais. Logo estavam organizando encontros e grupos de “coursing” entre pessoas que apreciavam a velocidade e as habilidades de caça dos belos Greyhounds.

Os Greyhounds são utilizados desde 1927 nas corridas com lebres artificiais nos cinódromos. Criado para a prática da corrida, ele é para os Galgos o que o Puro-Sangue é para os cavalos, ou seja, uma magnífica máquina de correr. Esta nova atividade tornou-se mais popular que o “Coursing”, não precisando de grandes espaços e não envolvendo a matança de animais vivos, além de ser um esporte para espectadores. Infelizmente este esporte provoca o extermínio de mais de 5 mil Greyhounds por ano nos EUA, pois os cães que não obtém um bom rendimento nas corridas são abandonados ou mortos. Nos últimos dez anos, uma grande campanha tem sido feita para que se adotem corredores aposentados, recolocando-os em lares amorosos. Este movimento tem o extensivo apoio da mídia e é responsável por colocar Greyhounds em milhares de lares por ano.

Atualmente, nos EUA, a maioria dos Greyhounds é usada na indústria de corridas e são registrados na National Greyhound Association. Uma minoria é registrada, menos de 200 por ano, no American Kennel Club. Esses cães são criados por pessoas interessadas em exposições, coursing e em outras atividades caninas, acima de tudo, são cães de companhia. Apesar de serem da mesma raça, estas duas linhagens foram separadas por décadas e raramente se acasalam.

O Greyhound é um dos cães de maior beleza estética do mundo, embora não seja “fofinho” e “engraçadinho” ele faz emergir nosso lado artístico. Eles aparecem freqüentemente em objetos de arte através dos tempos, pintados em paredes de tumbas, estátuas e relevos da antiga Grécia e Roma, estão presentes em praticamente todas as tapeçarias que descrevem cenas de caça. Foi muito usado em anúncios e trabalhos de arte nos períodos Art Noveau e Art Déco. Muitos anúncios das décadas de 30, 40 e 50 apresentavam modelos acompanhados de Greyhounds. Muitos fabricantes de carros usaram Greyhounds em suas propagandas. A maior empresa de ônibus dos EUA adotou o Greyhound não apenas no logotipo da marca, mas também no seu próprio nome.

O Greyhound era considerado um “segredo” dos criadores até que se tornou popular. Nos EUA é comum em qualquer grupo social, que pelo menos um cidadão tenha adotado, planeje ou conheça alguém que tenha adotado um Greyhound. A grande maioria daqueles que têm contato com a raça adoram-no.

Nos EUA existem centenas de organizações para adoção de Greyhounds. Há fóruns, catálogos e revistas exclusivamente dedicados a eles. Na Internet as informações sobre Greyhounds são vastas e há um grande interesse ao redor do mundo. Após tantos anos acompanhando a humanidade, sendo não só amados e admirados, mas sofrendo também crueldade e abuso, o Greyhound está finalmente atingindo seu destino: um lugar macio e tranquilo, com uma família que o ama e uma sociedade que o respeite e aprecie, pois são definitivamente os cães mais belos e elegantes que existem.

Saiba mais sobre as corridas

 
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros
  • Parceiros