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Perfil do Afghanhound PDF Imprimir E-mail

AfghanhoundSe houvesse um concurso entre todos os cães para escolher aquele cujo estilo fosse o mais esnobe, o Afghan venceria na certa.

Tanto no físico como no jeito de ser, o Afghan mantém-se aristocrático. O verdadeiro Afghanhound é o protótipo da elegância canina. Para começar, ele tem uma pelagem incomum a uma raça de grande porte, os fios retos, lisos e sedosos vão quase ao chão.

Alguns Afghans complementam a beleza da pelagem com um toque sofisticado: o Mandarim (a barbicha), como é chamado pelos criadores. Apesar de nem todos os exemplares apresentarem-no, quando surge em um cão é bem-vindo. Outro detalhe exótico é a faixa de pêlos curtos sobre a linha da coluna, sendo esta mais escura que o resto da pelagem.

Como um bom Galgo, o físico do Afghan está entre os mais refinados da espécie. O corpo estreito e as pernas longas compõem um tipo esbelto - o dito alto e magro. A cauda é uma especificidade curiosa da raça: fina, quase sem pêlos e enrolada como um ponto de interrogação. 
 
Além de suas características físicas, a raça dá um show pela maneira como se move. Quando anda, os passos leves e a cauda em riste são dignos de um desfile. Ao parar, sua postura é impecável. Com o pescoço ereto, o Afghan chega a olhar para os lados como se quisesse ver se notam que ele é, de fato, o rei da elegância. Não perde a classe nem ao deitar. Cruza as pernas dianteiras e repousa a cabeça sobre elas. Quando corre, o espetáculo é ainda maior, parece flutuar sobre o solo e a pelagem voa ao vento.

Devido a sua herança das montanhas, o Afghanhound é forte e ágil, capaz de escalar rochas, andar sobre pedras e rochedos. Suas patas largas dão-lhe grande sustenção para rodopios e voltas quando perseguindo sua presa. Ele consegue esquivar-se dos cascos e dos dentes de um animal encurralado. O cão não necessita de um caçador corajoso, pois ele é capaz de manter a presa sob sua guarda até que o seu dono chegue. O Afghan adapta-se a climas frios, úmidos e com ventos.

O Afghan é verdadeiramente elegante, sua estrutura exclui traços grosseiros. Sua cabeça é longa e refinada, ligeiramente convexa ou de aparência romana. Tão alto quanto comprido, ele é o retrato da potência atlética, bem distribuída em um dorso único. Tão gracioso quando parado, o Afghan é ainda mais belo ao se movimentar, seu andar é imponente e sua movimentação é marcada pela sutileza. Seu pêlo esvoaçante suaviza sua imagem de força e transparece estilo e elegância. Handlers dessa raça trabalham com facilidade, pois esses cães se exibem por si só, em um trote gracioso e sedutor para os juízes. Em movimento, o Afghan sintetiza a fina arte, uma maravilha natural.
 
O filhote de Afghan, entretanto, parece que pertence a outra raça ou a alguma mistura. O focinho longo, as pernas esguias, a pelagem sedosa, a graça natural e atitude nobre não são percebidas, muito pelo contrário, o filhote tem um focinho curto e largo, uma pelagem “fofa” e uma atitude selvagem e indomável. A medida que cresce, as características inerentes ao Afghan vão se tornando aparentes e a formação do cão fica clara.

No temperamento, o Afghan faz jus à fama de "distante". Mas não se deve entender que ele é um cão pouco ligado ao dono, muito pelo contrário, a raça elege o seu dono por volta dos 5 meses. Se depois desta fase for afastado dele, chega a recusar comida e pode ter alterações de comportamento. 
 
Na verdade, a típica independência da raça pode passar uma falsa idéia de desinteresse em estar junto aos donos. O Afghan não exige muita proximidade física, não é daqueles que solicitam atenção, pulam ou festejam os donos. Quando o cão quer expressar carinho não é efusivo.

O Afghan nem sempre, ou melhor, quase nunca atende quando é chamado, apenas olha para o dono e continua fazendo o que quer, é a sua natureza auto-suficiente. Quando se tenta pegar um Afghan é comum ele obrigar a pessoa a caçá-lo durante alguns minutos.

O Afghan não se submete a ninguém. Neste ponto os criadores são categóricos: quem quer um cão que prime pela obediência não pode ter um Afghan. Embora compreenda, e muito bem, o que os donos esperam dele, o Afghanhound obedece apenas quando tem vontade.

Tendo em vista as origens do Afghan, se fosse muito obediente e submisso aos comandos humanos, não seria dotado de sua principal característica comportamental: a autosuficiência. O forte da raça é a capacidade de resolver problemas, enfrentar novas situações e agir estrategicamente diante delas. No Afeganistão, região montanhosa onde este cão desenvolveu a capacidade de caçar animais de grande porte, o Afghan tinha que ser independente. O caçador não o comandava, apenas o seguia. O cão era o senhor da situação, decidia o caminho, desviava dos desfiladeiros e outros obstáculos comuns ao terreno acidentado das montanhas. Além disso, conforme descreve a biografia, a raça chegou ao Afeganistão com povos nômades que passavam por lá a caminho da China e Índia. Nesta época, o Afghan teria desenvolvido artimanhas de sobrevivência. Aprendeu a roubar alimentos, preciosidades e até cavalos, tinha a capacidade de não ser surpreendido. Talento este que todos os exemplares, sem exceção, demonstram até hoje.  
Afghanhound

O convívio com o Afghan é sossegado, ele é um cão pacato. Apesar de grande, acostuma-se facilmente em ambientes pequenos. Dentro de casa, passa a maior parte do tempo repousando, no entanto, nem só de descanso vive o Afghan. Basta que se encontre em liberdade para mostrar o outro lado da sua personalidade: fôlego e energia de fazer inveja a um atleta. Quando solto em grandes áreas não hesita em sair em disparada. Ama correr. É uma das raças usadas em corridas caninas na Europa e EUA. Caso haja um lago por perto, prepare-se, pois adora banhar-se. Cabe ao dono gastar algumas horas para deixar a pelagem do cão em ordem.

O Afghan não pode viver sem exercícios. Se não tiver espaço onde mora, é fundamental, pelo menos uma vez ao dia, sair para descarregar suas forças por no mínimo meia hora. Lembre-se de que a raça não atende aos chamados e que mantém o espírito explorador das origens, portanto não cometa o erro de levar o cão solto, há grandes chances de não vê-lo nunca mais.

Outra característica é não latir à toa. Como o Afghan caçava em matilha, vive bem na companhia de outros cães. Apesar dos felinos serem uma de suas antigas presas, também costuma aceitar bem a companhia de gatos. A raça ignora pessoas estranhas sem nenhuma cerimônia. Já virou lendário o hábito de afastar a cabeça caso um desconhecido tente acariciá-lo. Porém, mesmo os mais avessos a estranhos não servem para guarda, pois só atacam se ameaçados.

Veja o filme da raça feito pelo Animal Planet

 
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