| Torção Gástrica |
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A torção gástrica em cães não é brincadeira. Se o próprio nome já assusta, as conseqüências, então, são de arrepiar. A sorte é que dá para prevenir Estômago cheio e exercício físico não nasceram um para o outro. Some-se a isso uma anatomia de grande porte, peito profundo e/ou herança genética. Pronto. O resultado pode ser a temível torção gástrica, doença grave que costuma levar o animal à morte em poucas horas quando o socorro não é imediato. "As raças mais suscetíveis são pastor alemão, boxer, weimaraner, fila brasileiro, rottweiler, dogue alemão, doberman e setter irlandês", enumera a cirurgiã veterinária Thais Pêcego, do Hospital Veterinário Sena Madureira, em São Paulo. Uma ampla pesquisa sobre o problema revela que a idade parece aumentar os riscos. "Os ligamentos do estômago vão se esticando com o passar do tempo, favorecendo a torção", explica o autor, o veterinário Larry Glickman, da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos. Segundo ele, a incidência de morte é de 15% a 25%. Felizmente, torções assim são de fácil prevenção. "Não dê água junto com as refeições, reduza as quantidades de ração, oferecendo-a mais vezes ao dia, e evite exercícios antes e depois de comer", aconselha Thais. Se a torção acontece, quanto mais cedo for o tratamento de emergência, maiores as chances de sobrevida. "Passamos uma sonda ou fazemos punção no abdômen para remover os gases e diminuir o inchaço, injetamos soro e, se necessário, entramos com antibióticos e remédio para arritmia", explica a veterinária Silvia Parisi, de São Paulo. Todo esse procedimento visa desintoxicar o organismo e normalizar a circulação e a respiração. Com o quadro sob controle, o passo seguinte é a cirurgia. "É preciso fixar a parede do estômago na costela para evitar que ele volte a sair da posição correta", completa Silvia. Problema resolvido? Praticamente. "A operação reduz de 80% para 5% o risco de recorrência", responde Glickman. NÃO PERCA TEMPO Infográfico Eder Redder e Erika Onodera
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